Quaest em MG: Kalil lidera cenários para governo sem Cleitinho, mostra levantamento de julho

Cleitinho Azevedo confirmou nesta segunda-feira (3) que não será candidato ao governo de Minas Gerais. Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, afirmou que a decisão foi tomada “espontaneamente, diante do momento difícil” vivenciado pelo senador, que perdeu o irmão no dia 18 de julho.

A ausência de Cleitinho altera a composição dos cenários da pesquisa Quaest divulgada na semana passada. No levantamento de julho, encomendado pela Genial Investimentos, Alexandre Kalil (PDT) aparece numericamente à frente em cenários sem o senador.

H2: Resultados da pesquisa

No chamado Cenário 4, Kalil lidera com 15% das intenções de voto, seguido por Patrus Ananias (PT) com 13% e Mateus Simões (PSD) com 9%. Gabriel Azevedo (MDB) marca 6%, Flávio Roscoe (PL) tem 4% e Ben Mendes (Missão) aparece com 2%. Maria da Consolação (PSOL) registra 1%; Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) aparecem com 0%.

No Cenário 5, os números se repetem para os três primeiros: Kalil 15%, Patrus 13% e Mateus 9%. Gabriel Azevedo tem 6% e Vittorio Medioli (PL) aparece com 3%. Indecisos somam 27% em ambos os cenários; votos em branco, nulos ou abstenção variam entre 23% e 24%.

H3: Segundo turno e rejeição

Nas simulações de segundo turno, o Cenário 4 mostra Mateus Simões com 30% e Alexandre Kalil com 29%, enquanto no Cenário 5 Patrus Ananias e Mateus Simões empatam com 30% cada um. A pesquisa também traz índices de rejeição: Kalil 39%, Patrus 35% e Cleitinho 20%.

Contexto metodológico

O levantamento ouviu 1.482 eleitores de 16 anos ou mais entre 22 e 26 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-034/90/2026.

Para 63% dos entrevistados, a escolha para governador ainda pode mudar; 36% consideram a decisão definitiva. Sem Cleitinho na disputa, Kalil surge numericamente à frente, mas a elevada parcela de indecisos indica cenário ainda volátil.

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