Lula telefona a Putin e trata ampliação do comércio e da guerra na Ucrânia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, na manhã desta terça-feira (4), para o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A ligação partiu da iniciativa de Lula e, conforme nota do governo russo, tratou principalmente da ampliação do comércio bilateral e de questões da agenda internacional, com destaque para a guerra na Ucrânia.

Segundo o comunicado russo, Putin agradeceu ao presidente brasileiro pelos esforços em busca de uma solução política e diplomática para o conflito ucraniano. A nota acrescenta que os dois líderes destacaram posições convergentes em temas relevantes da agenda internacional e acertaram manter coordenação próxima na Organização das Nações Unidas (ONU) e em outros fóruns multilaterais.

Contexto internacional e interlocuções

A conversa ocorre após a Cúpula do G7 realizada em 15 a 17 de junho, na França, na qual Lula participou como convidado. De acordo com interlocutores do governo brasileiro, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, solicitou a Lula que estabelecesse contato com Putin para tratar do conflito.

O governo brasileiro tem defendido uma saída negociada para a guerra na Ucrânia, conforme informado pelas fontes oficiais citadas na nota russa.

Relações bilaterais e histórico de contatos

Este não foi o primeiro diálogo recente entre os dois chefes de Estado. Em janeiro, Lula e Putin conversaram por telefone sobre a crise na Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro por autoridades americanas, segundo os registros daquele contato.

Naquele episódio, os presidentes defenderam a soberania venezuelana e concordaram em coordenar esforços por meio da ONU e do BRICS para reduzir tensões na América Latina. Também discutiram o fortalecimento da cooperação bilateral em áreas como comércio, agricultura, energia, defesa, ciência e tecnologia.

A interlocução telefônica desta terça reforça a intenção de Brasília e Moscou de aprofundar o diálogo político e econômico, mantendo alinhamento em fóruns multilaterais e buscando ampliar a cooperação em setores estratégicos, conforme reportado pelos documentos oficiais citados.

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