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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta quarta-feira (5) como “irresponsável” a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil no país. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Meteoro Brasil, ao comentar a escalada de tensões diplomáticas entre os dois países.
H2: Declaração de Lula
Lula afirmou que o Brasil exige ser tratado com respeito e criticou a condução do governo americano nas relações diplomáticas. Segundo o presidente, os Estados Unidos demoraram a indicar um embaixador para o Brasil e não poderiam impor o cronograma desejado para o recebimento do representante.
Ao tratar de possíveis interferências estrangeiras no processo eleitoral brasileiro, o presidente afirmou que o país está preparado para enfrentar qualquer tentativa de influência externa. “O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa de fora que queira interferir no nosso processo eleitoral”, declarou.
O presidente informou ainda que orientou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a não marcar encontros com embaixadores até o fim da eleição. “Eu disse ao Mauro: até a eleição eu não recebo mais embaixador. Só depois da eleição”, afirmou.
H2: Tensão com os EUA e contexto diplomático
A manifestação de Lula aconteceu um dia após os Estados Unidos revogarem o visto da embaixadora brasileira nos EUA, episódio que aprofundou a crise diplomática entre Brasília e Washington. Desde o início da campanha eleitoral, as relações entre os dois países passaram por uma escalada de tensão política e diplomática.
No contexto, o governo de Donald Trump anunciou medidas tarifárias contra produtos brasileiros — episódio referido no texto como “tarifaço” — e integrantes do governo Lula atribuíram às ações americanas um componente político ligado à disputa eleitoral.
Aliados do senador Flávio Bolsonaro intensificaram contatos com setores políticos americanos, e o deputado Eduardo Bolsonaro passou a atuar nos Estados Unidos em pautas ligadas ao grupo bolsonarista. Em resposta, o Itamaraty negou vistos a estrangeiros que pretendiam vir ao Brasil para questionar ou fiscalizar o sistema eleitoral.
A reportagem está em atualização.