TSE cria conselho para monitorar desinformação nas eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instituiu nesta manhã (07) o “Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026” com a finalidade de monitorar desinformação e coibir o uso indevido de inteligência artificial no ciclo eleitoral.
Objetivos do conselho para monitorar desinformação
A Corte informou que o novo órgão “terá a missão de assessorar a Presidência da Corte em ações voltadas à proteção da legitimidade e da normalidade do processo eleitoral”. A criação foi formalizada pela Portaria TSE nº 495.
A iniciativa concentra-se em articular medidas preventivas e orientar a atuação institucional diante de campanhas de desinformação e de práticas tecnológicas que possam comprometer o ambiente eleitoral. O conselho terá papel de consultoria à Presidência do tribunal, propondo ações e promovendo diálogo com órgãos interessados.
Fontes do TSE detalharam que a composição e o funcionamento do conselho serão definidos nos próximos atos administrativos previstos pela Corte. O caráter consultivo indica que recomendações podem servir de base para medidas práticas durante a preparação e a realização das eleições.
A criação do órgão ocorre em contexto de crescente preocupação pública com a influência de conteúdos falsos e com a ampliação do uso de ferramentas digitais capazes de manipular informação. Para o TSE, proteger a integridade informacional é parte da manutenção da confiança no processo eleitoral.
A nova instância deverá ampliar a interlocução entre a Corte e especialistas, além de orientar eventuais políticas de resposta rápidas a incidentes informacionais. A implementação do conselho será acompanhada por normativos internos que detalharão prazos e competências.
O estabelecimento do Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional representa uma resposta institucional do TSE à necessidade de fortalecer mecanismos de defesa da legitimidade eleitoral para as eleições de 2026.
