Depoimento da PF aponta assessor de Lula como elo de Lulinha na Saúde

Um informante da Polícia Federal declarou, em depoimentos prestados em 2025, que Swedenberger Barbosa — conhecido como Berger — atuou como intermediário para aproximar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, do Ministério da Saúde. A declaração integra peças de investigação que colocam em evidência a articulação de contatos entre o entorno do então secretário-executivo da pasta e figuras ligadas à família do presidente.
Lulinha na Saúde: o que os depoimentos revelam
Segundo os documentos, Berger ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde na época em que teria ocorrido a aproximação. O informante vincula o assessor a ações que teriam facilitado o contato entre Lulinha e integrantes da estrutura da pasta. Atualmente, Swedenberger atua no Palácio do Planalto em posição de chefia, segundo consta nas informações disponíveis.
A menção a esse papel ganha contorno político pela presença direta de nomes ligados ao núcleo presidencial. As declarações do informante foram incorporadas em procedimentos conduzidos pela PF e podem ser usadas como elemento de análise em apurações posteriores. A tramitação das provas e a eventual abertura de novas diligências são passos esperados diante do teor do depoimento.
Especialistas em investigação ressaltam que depoimentos de informantes costumam ser complementados por outras provas documentais ou testemunhais para sustentar medidas judiciais. Até o momento, não há registro público de novas decisões judiciais relacionadas especificamente a esse depoimento.
O caso reforça o foco das autoridades em mapear relações entre assessores e interlocutores com influência sobre cargos e políticas públicas, tema central em investigações com potencial de repercussão política nacional. Fonte: Cláudio Dantas
