Banco Central avalia Pix internacional e uso de garantias em empréstimos

O Banco Central avalia ampliar o escopo do Pix com duas frentes principais: conexão com sistemas de pagamentos internacionais e novas aplicações no mercado de crédito. A discussão inclui permitir transferências transfronteiriças instantâneas e aceitar recebíveis futuros como garantia em operações de empréstimo.

Pix internacional e impacto no crédito

A proposta de internacionalizar o Pix pretende acelerar pagamentos entre países e reduzir custos de transferência, sem depender exclusivamente de infraestrutura bancária tradicional. A alternativa pode facilitar remessas e transações comerciais em prazos de segundos, o que altera a dinâmica de negócios e de câmbio para empresas e pessoas físicas.

No campo do crédito, o Banco Central estuda formas de usar recebíveis futuros como garantia para empréstimos. A medida abriria espaço para que empresas transformem fluxos previstos de receitas em colateral, potencialmente ampliando acesso ao crédito e reduzindo taxas para tomadores considerados adimplentes.

Especialistas ouvidos pelas autoridades ressaltam que a adoção de garantias baseadas em Pix exigirá ajustes regulatórios e de monitoramento. Serão necessárias regras claras sobre liquidação, avaliação de risco e execução de garantias para evitar litígios e riscos sistêmicos.

A eventual implementação dependererá de testes, normas e da integração tecnológica com parceiros internacionais. Entre os desafios estão a interoperabilidade entre plataformas, normas de prevenção a crimes financeiros e conformidade com regras cambiais.

A ampliação do Pix, se aprovada, pode alterar modelos de negócios de instituições financeiras, fintechs e empresas que dependem de capital de giro. O projeto também levanta questões sobre competitividade e supervisão do mercado de pagamentos no Brasil.

Fonte: O Antagonista

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