Convenções partidárias 2026: o que disseram os presidenciáveis ao lançar candidaturas

O que disseram os presidenciáveis

As convenções partidárias recentes formalizaram candidaturas e expuseram as prioridades iniciais das principais campanhas. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado encerraram atos com discursos que misturaram trocas de acusações, defesa de legados e apresentação de medidas que deverão marcar a disputa presidencial.

Flávio Bolsonaro (PL)

No ato do PL em São Paulo, Flávio Bolsonaro enfatizou o legado do pai e usou recursos de inteligência artificial em elementos visuais. Definiu a candidatura como uma missão para “devolver o Brasil aos brasileiros” e atacou administrações anteriores do PT por corrupção e má gestão.

Em propostas de segurança, defendeu endurecimento penal, citando redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a adoção de castração química para pedófilos. Encerramento do discurso com lema de cunho religioso e patriótico marcou o tom do evento.

Lula (PT)

O presidente e candidato à reeleição ressacou a trajetória política e ressaltou o desempenho de programas do seu governo como justificativa para buscar novo mandato. Destacou a prioridade no combate à violência contra a mulher e compromissos com leis de proteção.

Entre prioridades para um eventual novo mandato, citou educação, políticas para a população idosa, investimentos na indústria de defesa e tecnologia, e iniciativas para exploração de terras raras e produção de drones para vigilância de fronteiras.

Renan Santos (Missão)

Renan lançou a candidatura por videoconferência e em ato presencial em São Paulo. Rejeitou rótulos simplistas e apresentou metas ambiciosas, como reduzir homicídios, manter juros baixos e ampliar a alfabetização.

Definiu sua candidatura como representante de uma geração que rejeita tanto o PT quanto o bolsonarismo e anunciou um projeto de mudança estrutural com foco em trabalho e disciplina.

Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD)

Zema se apresentou como gestor técnico, propondo medidas duras de segurança, inclusive classificar facções como organizações terroristas e construir presídio de alta segurança. Promoveu ainda atração de investimentos privados.

Caiado, com Gilberto Kassab confirmado como vice, destacou sua experiência administrativa, posicionando-se contra a polarização e desafiando adversários a debater propostas para enfrentar narcotráfico e recuperar a economia.

As convenções marcam o início formal das candidaturas e antecipam temas centrais da campanha até o prazo final de registro no TSE.

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