Flávio Bolsonaro e Romeu Zema seguem sem vice a três dias do fim das convenções

Faltando três dias para o encerramento do prazo das convenções partidárias, dois dos cinco candidatos melhor colocados nas pesquisas continuam sem definição para a vaga de vice. O prazo final para escolha é 5 de agosto; o registro das chapas no Tribunal Superior Eleitoral deve ocorrer até 15 de agosto.

Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) intensificam articulações, mas não anunciaram nomes. A campanha de Flávio busca uma mulher para compor a chapa com o objetivo de ampliar o apelo entre eleitoras — que representam 52,8% do eleitorado — e promovem conversas com outras legendas.

Entre as negociações, houve um contato com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que sinalizou positivamente, mas teve sua participação barrada pelo partido, que defende neutralidade nacional. Bastidores também citam Daniela Marques (Republicanos) e Renata Abreu (Podemos) como alternativas, embora Republicanos e Podemos sejam vistos inclinado a manter neutralidade para preservar acordos estaduais.

No Novo, a indefinição sobre o vice segue o entendimento interno de que a tendência é formar uma chapa com membros do próprio partido — uma composição “puro-sangue”. Zema chegou a elogiar Joaquim Barbosa e tentou atrair o empresário Geraldo Rufino, que, no entanto, será candidato ao Senado em São Paulo.

Enquanto isso, outras chapas foram oficialmente consolidadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetirá a parceria com Geraldo Alckmin (PSB) na disputa pela reeleição, conforme homologado nas convenções nacionais do PT e do PSB.

Ronaldo Caiado (PSD) formalizou uma chapa interna com Gilberto Kassab, que assume a vice-presidência na estratégia do partido de oferecer um palanque considerado mais neutro frente à polarização. Já o partido Missão confirma Renan Santos com Aroldo Medina na vice, reforçando um discurso antissistema; Medina é militar da reserva e jornalista, com trajetória em várias siglas e candidaturas anteriores.

A escolha do vice envolve tanto a busca por eleitores que não migrem do voto presidencial quanto a negociação por tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV, fatores relevantes nas estratégias de campanha a poucos dias do prazo final.

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