Flávio Bolsonaro e Romeu Zema seguem sem vice a três dias do prazo para convenções

Faltando três dias para o encerramento do período de convenções partidárias, duas das cinco candidaturas com melhor desempenho nas pesquisas seguem sem definição para a vaga de vice. O prazo para confirmar as composições internas encerra-se em 5 de agosto, com registro no Tribunal Superior Eleitoral marcado até 15 de agosto.

Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) intensificam articulações visando a montagem das chapas. A campanha de Flávio tem buscado uma mulher para ocupar a vice-presidência, estratégia apontada para atrair eleitorado feminino, que representa mais da metade do eleitorado.

Nos últimos dias, Flávio teve encontro com a líder do PP no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), que chegou a sinalizar positivamente. Entretanto, o partido reafirmou posição de neutralidade na disputa nacional, inviabilizando a costura. Também são citados nos bastidores os nomes de Daniela Marques (Republicanos) e Renata Abreu (Podemos-SP), mas ambos os partidos tendem a manter neutralidade para preservar acordos locais.

No Novo, a indefinição sobre o vice de Romeu Zema persiste. O ex-governador chegou a elogiar Joaquim Barbosa, que teve breve movimento de pré-candidatura, e buscou apoio do Podemos por meio do empresário Geraldo Rufino, que, porém, concorrerá ao Senado em São Paulo. Segundo dirigentes do Novo, a tendência é optar por um vice da própria sigla, formando uma chapa “puro-sangue”.

Enquanto isso, outras candidaturas já consolidaram suas duplas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetirá a chapa com Geraldo Alckmin (PSB). Ronaldo Caiado (PSD) terá como vice o presidente do partido, Gilberto Kassab, numa estratégia de manter o PSD como palanque neutro e buscar espaço nas disputas pelo Congresso.

O partido Missão também optou por chapa própria: Renan Santos terá Aroldo Medina na condição de vice. A sigla aposta em discurso antissistema e não firmou coligações.

A definição dos vices envolve tanto a atração de eleitores que não votariam no cabeça de chapa quanto a negociação por tempo de rádio e TV. Até o encerramento do prazo, as articulações tendem a se intensificar, com decisões sendo influenciadas por acordos regionais e disponibilidade partidária.

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