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O diplomata Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump para a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, tornou-se o foco de uma nova crise diplomática entre os dois países. Aos 38 anos, Perez ocupa a presidência da Câmara dos Deputados da Flórida e depende da confirmação do Senado americano para assumir o posto.
Há duas semanas, a indicação recebeu o aval de uma comissão do Senado dos EUA, mas ainda aguarda votação no plenário da Casa. Pela prática diplomática, o Brasil precisa autorizar formalmente a nomeação antes que o embaixador possa assumir.
Filho de imigrantes cubanos, Perez nasceu em Nova York e mudou-se com a família para a Flórida em 1993. É integrante do Partido Republicano e tem demonstrado apoio às políticas do presidente Trump.
No cenário estadual, ele comanda a Câmara da Flórida desde 2024. No ano anterior, chegou a ser apontado como possível candidato ao cargo de procurador-geral do estado, mas optou por manter-se na presidência da Casa.
Se confirmado, Perez será o primeiro embaixador dos EUA no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley. O posto está vago desde janeiro de 2025, quando Trump retornou à Casa Branca. Atualmente, a missão americana em Brasília é comandada por Natasha Franceschi.
Nesta terça-feira (4), os Estados Unidos anunciaram a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. O Departamento de Estado informou que a medida foi tomada em resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para a indicação de Perez.
O governo americano afirmou que a revogação do visto não equivale à expulsão: segundo o Departamento de Estado, Viotti poderá permanecer nos Estados Unidos, mas sem um visto válido. O visto poderia ser restabelecido caso o Brasil conceda o aval ao novo embaixador.
Washington também disse que as autoridades brasileiras sinalizaram que a autorização só deve ser dada após as eleições presidenciais de outubro. O Itamaraty não havia comentado o anúncio até a última atualização desta reportagem.