Justiça determina retirada de vídeo que chamou Erika Hilton de ‘travesti’
A Justiça determinou a remoção de um vídeo em que um candidato municipal teria chamado a candidata Erika Hilton de “travesti”. A decisão foi celebrada pela própria Erika, que publicou nas redes sociais a avaliação de que a medida constituiu uma “vitória” contra a intimidação política. O episódio ocorreu em São Paulo e ganhou repercussão imediata nas redes.
A retirada do conteúdo aponta para a atuação judicial no combate a ataques de cunho transfóbico durante o período eleitoral. A candidata do PSOL usou a decisão para pedir proteção a políticas que coíbam a desinformação e o discurso de ódio nas campanhas, além de reforçar a necessidade de responsabilização dos responsáveis por ataques direcionados a pessoas LGBTI+.
Autor do conteúdo intimado, o vereador do PL Lucas Pavanato foi identificado nas primeiras apurações como o responsável pela publicação. A determinação judicial fez com que plataformas removessem o material do ar, diante da constatação de que a peça continha linguagem ofensiva com potencial de deslegitimar a atuação política de Erika Hilton.
Especialistas consultados por organismos de defesa dos direitos civis interpretam a decisão como parte de uma tendência em que tribunais vêm assumindo papel regulador para frear a proliferação de vídeos e mensagens abusivas com impacto eleitoral. Para a candidata, o afastamento do conteúdo não apaga o episódio, mas representa passo concreto na proteção a candidaturas vulneráveis.
O caso deve seguir monitoramento das autoridades eleitorais para avaliar eventuais medidas adicionais contra os responsáveis pela publicação e para verificar a extensão da circulação do material em outras redes.
