Trump avaliam sanções contra Alexandre de Moraes

A administração Trump voltou a considerar a possibilidade de reimpor sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes com base na Lei Global Magnitsky.

A informação reproduzida pela Gazeta do Povo indica que a medida “está em consideração” e atribui essa avaliação a fontes anônimas do Financial Times. Não há, segundo a apuração disponível, confirmação pública do Departamento do Tesouro (OFAC), do Departamento de Estado ou da Casa Branca de que as sanções serão reativadas.

Antecedentes e ações oficiais anteriores

O histórico oficial envolvendo Moraes é documentado: em 30 de julho de 2025 o OFAC incluiu Alexandre de Moraes na lista de designações do programa Global Magnitsky. Na nota do Tesouro daquele dia, o secretário Scott Bessent acusou Moraes de ser responsável por uma “campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias e processos politizados”.

Em 22 de setembro de 2025 houve ampliação de designações para integrantes de uma rede de apoio, segundo comunicados do Tesouro. Posteriormente, em 12 de dezembro de 2025, os Estados Unidos removeram Moraes e outros da lista de sanções; a imprensa internacional noticiou que a retirada esteve ligada a negociações diplomáticas e a ajustes em questões comerciais.

O que está confirmado e o que permanece incerto

A apuração que serviu de base para esta matéria confirma os fatos passados — a designação de julho de 2025 e a retirada em dezembro de 2025 — por documentos oficiais e por cobertura de agências. A nova informação sobre a reavaliação de sanções foi divulgada pela Gazeta do Povo a partir do Financial Times, mas, durante a verificação desta apuração, não foi localizado um link direto ao artigo original do FT nem houve declaração pública de órgãos dos EUA que anunciasse a reimposição.

Também não há detalhes públicos sobre qual investigação ou fato específico teria motivado a possível retomada do interesse dos EUA, e as menções a esse ponto nas reportagens são apresentadas como hipóteses ou informações de fontes não identificadas.

O episódio ocorre em meio a um pano de fundo de atritos bilaterais desde 2025 — envolvendo tarifas, trocas diplomáticas e outras divergências — que as reportagens citadas indicam como contexto para as decisões e movimentações entre os dois países.

Fonte: Gazeta do Povo

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