Operação Distrato mira Nelson Wilians; apurações também atingem empresas ligadas à PixBet

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP‑SP), por meio do CIRA‑SP, deflagrou em 15 de julho de 2026 a chamada Operação Distrato, que investiga a suposta comercialização irregular de créditos de ICMS estimada em cerca de R$ 3,8 bilhões. A ação incluiu cumprimento de mandados de busca e apreensão, principalmente em São Paulo e no Paraná, e teve entre os alvos advogados e empresas apontadas pelos investigadores.

Alvos e medidas adotadas

Segundo comunicado divulgado pelo MP‑SP e reportagens sobre a operação, foram cumpridos mandados em diferentes endereços vinculados ao caso, e o esquema investigado envolveria centenas de empresas. O advogado Nelson Wilians, fundador do escritório NWADV, foi citado como alvo de medidas relacionadas à Operação Distrato.

O escritório NWADV divulgou nota afirmando ter recebido as medidas com “serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo” e colocou‑se à disposição para esclarecimentos, segundo repercussão na imprensa.

Investigações sobre a PixBet e apurações paralelas

Em paralelo, a empresa de apostas PixBet e seu proprietário, Ernildo Júnior, vêm sendo alvo de investigações da Polícia Federal e da Justiça Federal na Paraíba desde 2022. Esses inquéritos apuram suspeitas como evasão de divisas, operação irregular de instituição financeira e lavagem de dinheiro, com autorizações judiciais para quebras de sigilo e diligências em desdobramentos ocorridos em 2024 e 2025.

Reportagens e documentos públicos apontam vínculos profissionais entre Nelson Wilians e empresas do universo das apostas — incluindo atuação como advogado e participação em sociedades/contratos de fintechs relacionadas ao grupo. No entanto, as apurações confirmadas indicam que as frentes são distintas em termos de jurisdição: o MP‑SP/CIRA trata das suspeitas envolvendo créditos de ICMS, enquanto a Polícia Federal conduz inquéritos sobre remessas internacionais e operações financeiras na Paraíba.

Limites das confirmações e divergências

A apuração sobre o caso também identificou divergências em relatos publicados originalmente: não foi possível corroborar, em fontes jornalísticas de grande circulação consultadas, a existência de uma “Operação Arena” com cumprimento de 17 mandados em cinco Estados relacionada a esses fatos. As reportagens predominantes citam a “Operação Distrato” e o número de mandados associado àquela ação.

Importante ressaltar que, até o momento, as medidas descritas referem‑se a investigações e diligências — que incluem quebras de sigilo e busca de documentos — e não a condenações. As informações sobre eventual responsabilização definitiva ainda dependem de desdobramentos judiciais e de comunicações formais das autoridades competentes.

Fonte: Estadão

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