Unesco: Talibã mantém 2,4 milhões de meninas fora da escola

A Unesco divulgou que cerca de 2,4 milhões de meninas e jovens afegãs estão impedidas de frequentar o ensino secundário, um quadro que reforça a exclusão educacional no país desde a retomada do poder pelo Talibã. A informação, publicada nesta terça-feira, marca cinco anos desde agosto de 2021 e indica um acréscimo de 200 mil estudantes excluídas apenas no último ano.
Impacto e números: meninas fora da escola
O relatório destaca que a proibição afeta sobretudo adolescentes e jovens no ensino secundário, ampliando o risco de perda de oportunidades futuras e aprofundando desigualdades de gênero. Autoridades internacionais e organizações de direitos humanos têm alertado para as consequências sociais e econômicas dessa lacuna educacional.
A tendência observada pela Unesco representa um retrocesso no acesso à educação formal em um momento em que a escolarização secundária é crucial para a qualificação profissional e a autonomia feminina. Especialistas internacionais consideram que a ausência prolongada das salas de aula compromete trajetórias acadêmicas e limita alternativas de emprego e participação cívica.
Apesar da gravidade dos números, o documento também serve como referência para a mobilização de agências multilaterais e de países que acompanham a situação humanitária no Afeganistão. A divulgação coincide com o marco temporal de cinco anos da mudança de regime, momento em que a comunidade global reavalia medidas de assistência dirigida à educação de meninas.
A manutenção das restrições escolares pelo Talibã tem provocado críticas reiteradas e estimulou pedidos de ações coordenadas entre organismos internacionais. O relatório da Unesco torna-se, assim, um instrumento para acompanhar a evolução do problema e orientar respostas diplomáticas e humanitárias.
Fonte: O Antagonista
