Transparência Internacional acusa Moraes e classifica operação contra Cutrim como ‘vetor de autoritarismo’

A Transparência Internacional–Brasil manifestou nesta quarta-feira (12) repúdio à decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a operação contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. A organização definiu a medida como um “vetor permanente de autoritarismo” e ressaltou o potencial efeito sobre a liberdade de imprensa.
Reação institucional
A nota da entidade ocorre após a medida judicial que atingiu Cutrim, apontado como fonte de reportagens do jornalista Luís Pablo relacionadas ao ministro Flávio Dino. A Transparência Internacional–Brasil considerou a ação preocupante por envolver procedimentos contra uma pessoa que colaborou com investigação jornalística.
A declaração da ONG concentra críticas ao uso de instrumentos judiciais que, em sua avaliação, podem cristalizar práticas autoritárias no âmbito institucional. A organização ressaltou que medidas dessa natureza exigem justificativas claras e transparência sobre os limites entre investigação e restrição ao exercício do jornalismo.
Implicações para o debate público
Especialistas institucionais e organizações da sociedade civil vêm observando com atenção desdobramentos que envolvem ministros do Supremo e procedimentos policiais ou judiciais. No caso em questão, a identificação de Cutrim como fonte adiciona um componente sensível ao debate sobre sigilo de fonte e proteção de informantes.
A posição da Transparência Internacional–Brasil amplia a repercussão política da decisão judicial e coloca nova pressão sobre o Supremo para que esclareça fundamentos e limites de ações semelhantes no futuro. A avaliação da ONG deverá integrar o conjunto de reações que agora passam a compor o ambiente institucional em torno do episódio.
Fonte: Cláudio Dantas
